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Cobardes (2008)

 


O ensino de artes visuais desde a perspectiva das teorias pós-críticas incentiva trabalhar com propostas que se aproximem da realidade e contextos dos(as) estudantes. Neste sentido, as produções fílmicas se apresentam como ferramentas para problematizar questões emergentes que pedem nossa atenção, como a violência na escola, as discriminações, o medo de não atender às expectativas sociais e o acosso (bullying) escolar.

O filme, como recurso pedagógico, além de ampliar os repertórios visuais, ajuda na compreensão de como se instituem as relações de poder, de negociação e agenciamento que definem muitas de nossas práticas como docentes em artes visuais. Fernando Hernández (2011) disse que não vemos um filme, mas sim o narramos exaustivamente. Com isso, quer dizer que quando vemos um filme, o vemos desde nós, isto é, desde nossos contextos culturais. Desde essa perspectiva, os filmes funcionam como dispositivos pedagógicos usados para perceber, descrever, explicar e compreender a vida cotidiana.

O filme “Covardes” pode ser uma boa estratégia para abordar um tema bastante contemporâneo: o acosso (bullying). Os comportamentos violentos entre adolescentes aumentaram visivelmente nos últimos anos produzindo graves problemas no cotidiano escolar. No entanto, mais que o acosso, “Covardes” fala, sobretudo, do medo que sentimos quando precisamos enfrentar os problemas que a vida nos impõe e, como esse medo pode se transformar em covardia para dar cobertura às nossas próprias inseguranças.

Segundo o sociólogo Javier Elzo (2008), os adolescentes deixaram de ter medo de seus professores e, curiosamente, são os professores que, agora, têm medo de seus alunos. Elzo afirma que 19% dos adolescentes em idade escolar sofreram em maior ou menor medida episódios de maltrato de seus companheiros e, apenas 37% dos afetados comunica estes abusos a seus professores ou família. São processos que geralmente permanecem invisíveis do corpo docente e criam zonas de conflito que muitas vezes afetam de forma irreversível a vida de algumas pessoas.

HERNÁNDEZ, F. e RIFÁ, M. (eds.) Investigación autobiográfica y cambio social. Barcelona: Octaedro, 2011.
ELZO, Javier. La voz de los adolescentes. Madrid: Ed. PPC, 2008.
 cartel_cobardes_0 Título original: Cobardes
Año de producción : 2008
Duración: 89 minutos
Género: Drama
Estudio: Filmax
Director: José Corbacho y Juan Cruz
Guión: José Corbacho y Juan Cruz
Actores: Elvira Mínguez (Merche), Lluís Homar (Guillermo), Paz Padilla (Marga), Antonio de la Torre (Joaquín), Javier Bódalo (Chape), Eduardo Espinilla (Guille), Eduarde Garé (Gaby), Ariadna Gaya (Carla).Música: Pablo Sala
Fotografía: David Omedes
Dirección artísitca: Balter Galllart
Montaje: Davida Gallart
Página oficial: http://movies.filmax.com/cobardes/
Trailer de la película de Filmax: http://www.youtube.com/watch?v=TUjY-KIYTJQ

 

SINOPSIS

“Cobardes” es la historia de dos chavales de secundaria, uno la víctima y el otro, el verdugo. Guille es, en apariencia, un chico como muchos: buenas notas, buen deportista y con una familia que le respalda. Descubre que actuar de “chulito” en clase le da cierto respeto, por lo que, sin dudarlo, elige a una víctima y, con cualquier, pretexto se pasa el día acosándole con sus amigos. Gaby es la víctima elegida, un chaval de 14 años que tiene miedo de ir al instituto. El único motivo por el que es humillado: tener el pelo rojo. Pero los padres de Gaby y Guille también tienen miedo. Joaquín, el padre de Gaby tiene miedo a perder su trabajo, y Merche, su madre, miedo a que su familia se desmorone. Guillermo, padre de Guille, tiene miedo del poder del mundo de la política, y Magda, su madre, miedo de no conocer a su propio hijo. Y después está Silverio, el dueño de la pizzería, que no le tiene miedo a nada o a casi nada…

El acoso escolar (también conocido por su término inglés bullying) es el tema central de “Cobardes”, película de José Corbacho y Juan Cruz, director y guionista de la misma. Ésta nos muestra que este acoso no ocurre sólo en la etapa escolar, sino que también está presente en la vida de los adultos: en el trabajo, en la familia, con los amigos, en el círculo social…

 

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